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sábado, 16 de abril de 2016

Centésima-sétima noite - Eu e um casal amigo

Conheci Roberto Mário na minha sétima sessão na academia de ginástica – eu fazia um leg press diagonal que afastava minhas coxas e o olhar do cara-de-quarenta e de bom-moço caiu bem no meio da bermudinha rosa – por um quinto de segundo, se tanto, mas o suficiente para que eu notasse.
Isso e outros olhares nos dias seguintes me fizeram esperar a cantada. Que não veio.

Em vez dela veio Helena Carla. Em dias eu percebia umas trocas de olhares entre eles pelos cantos. Trocas depois de mirarem a mim. A vaidade ou outra coisa mais transcendental ainda me fizeram apertar gradativamente miniblusas e bermudas, sempre que sabia que ia treinar no mesmo horário do casal. E sempre dava um jeito de treinar beeem pertinho deles e de falar, com um com outro, ou com os dois, muito perto, de sentir a respiração. Gênero amigona.

Eu fizera umas pesquisas e descobrira que meus novos amigos eram o que pareciam – um casalzinho pacato com uma filha adolescente fazendo intercâmbio em algum país rico – e eles livres e soltos e leves aqui. Um encaixe quase perfeito a uma divorciada sem filhos (eu eu eu!) sem muita utilidade para a pureza.

Fiz-me de inocente quando Helena Carla [respiração quente que senti no ombro] me chamou para ver alguma bobagem no ap deles [nem lembro – e nem me importava]. Trinta e sete minutos depois nós nos beijávamos, eu a sentir o seu top verdinho que pusera após a academia. Ouvi um barulho que já esperava. Era o marido, a morder o lábio, a sussurrar se eu me incomodava se ficasse lá vendo. Deixei a delicadeza de lado e afastei o mais que pude as coxas da minha amiguinha.

Quem ia ver era eu.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Nonagésima-segunda noite – Fantasia a três

- Está bem molhadinha. Estoca. Vai. Sem dó.
- Está revirando os olhinhos. Olha.
- Está mesmo. A cachorra. Putinha. Está gostando do presente?
- Adorando. Quantos maridos receberiam como presente de aniversário uma safadinha para comer? E da própria esposa?
- Quando ela me atendeu no salão de beleza, vi o sorriso da ordinária e pensei: “É essa!”
- Ela está gritando pacas.
- É mesmo. Geralmente gritam depois da quinta estocada. Essa foi logo na terceira.
- A boceta dela é uma delícia. Pena que você não tenha instrumento para sentir. É macia e quente.
- Acha que era virgem?
- Só se for no signo. É uma putinha de marca maior. Sou bem o décimo-quinto.
- Vou aproveitar para dar uns chupões nos seios dela.
-  Boa. Olha só. Ela adorou. Como foi?
- Maravilhoso. Bicos bem durinhos. Desde a faculdade que eu não brincava com os peitinhos de outra.
- Olha, olha, está gozando.
- É mesmo. Está a lhe encharcar seus ovos.
- Minha vez agora.
- Vai.
- Delícia.
- Bem no rostinho dela.
- Gostou de ser corna?
- Foi lindo. Minha vez agora.

sábado, 12 de março de 2016

Septuagésima-segunda noite – Minha esposa e o universitário

Casei-me com Antônia Marilene porque ela sempre foi uma pessoa de palavra. Quando dizia que estaria pronta para ir ao teatro em dez minutos, ela aparecia linda e maquiada em dez minutos de cronômetro. Quando dizia que no segundo semestre voltaria às aulas de espanhol, lá pelo começo de agosto ela já me saudava com um Buenos Días.

Quando noivos ela sempre me dizia que queria ser minha esposa e me amar e me respeitar, mas talvez tirasse a calcinha para um estudante universitário grande de atura e de outras coisas, só para se divertir.

Por isso não posso dizer que me surpreendi quando, ao chegar em casa [em meio ao tradicionalíssimo nheco-nheco de molas de cama] vi que as pernas lindamente abertas de Antônia Marilene abrigavam um garotão torneado, e a pilha de livros de engenharia do lado me indicava sua ocupação. Alguns caras se encheriam de indignação, discursos de vou-voltar-para-mamãe, etc. Eu [confesso] orgulhei-me de ter uma mulher tão cheia de palavra como esposa.

Claro que não fiquei só no orgulho. Deixei cair todo para sobre meu corpo e [quase tímido] dei um tapinha nas costas do rapaz e pedi para também tirar uma casquinha [afinal, aquela era a hora do amante, e não do marido]. Ele era de boa paz e me cedeu a única boceta ali disponível.

Boceta essa na qual nos alternamos [eu ao natural, ele emborrachado] e trocávamos palavras de incentivo um ao outro e de elogio ao buraco que nos dava tanta emoção.

Depois, claro que meu principal elogio foi para a mulher de palavra que tenho. E ela me disse que agora brincará com uma loira.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Septuagésima noite – Duas mulheres e um homem

Eu esfregava minha vagina na vagina de Maria Ângela quando José Rafael escancarou a porta. Estava uma noite de quinta sobremaneira agradável, pois os clitóris, tanto o meu como o de Maria Ângela, já se encontravam bem intumescidos, a se tocar e dobrar mutuamente, e dávamos quase que banho uma na outra, as duas a presentear a outra com muito mel de mulher. Tudo isso acontecia quando José Rafael escancarou a porta.

José Rafael namorava Maria Ângela e esta sempre fora sincera – gostava de garotas [daí a minha utilidade na história] mas seu lance era fundamentalmente aquilo que os rapazes carregam entre as coxas – daí a existência de um noivo e futuro marido.

Maria Ângela largou-me [não sem descortesia] e avançou para o cara [o qual em breve perdeu os jeans, camiseta e mais e tudo] e fiquei relegada a um canto a vê-la tentar bater recordes olímpicos de cabeça de falo na garganta, tentando devorá-la em profundeza sempre maior.

Vinguei-me oferecendo meus seios para José Rafael [gosto de garotas mas também não sou radicalíssima]. Meu objetivo era causar um pouquinho de ciúme em Maria Ângela.

E atingi meu objetivo por completo – pelo rabo do olho podia ver a carinha de animação e raiva da minha amiguinha quando do chupão nos bicos José Rafael foi descendo por beijinhos lentos porém com destino final certo pelo meu corpo. Para impedir-me de ficar com tudo, ofereceu-se de bruços e José Rafael presenteou-a por trás – e a dor que Maria Ângela sentiu [junto com o prazer] foi para mim a vingança completa.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Quinquagésima-sexta noite – Vingança

Fernando sempre me enchia: Amor, deixa eu transar com ouuuuutra. E eu queria também. Curiosidade, hiperconfiança de ego, algo sei lá assim. O problema era, quem. Me bateu idéia: Ana Lúcia.

Sempre fora a galinhazinha oficial do Stella Vespertina, os garotos todos a dizerem que a tinham comido e um quinto devia dizer a verdade, o que já era muito. Desempoeirei caderno de telefones, mesmo número, combinamos café no bistrô do Carrefour.

Ele me contou de casos com ex-chefes e que acabara de despachar o ginecologista, a mulher dele já desconfiava e com razão. Ana Lúcia, a mesma.

Disse a Fernando, Arranjei uma, e ele explodiu de alegria. Fiquei feliz com a felicidade dele.

A minha própria é que diminuiu quando deixou de ser sonho e virou osso e carne, nós três no New York, Ana Lúcia de saia tão mini que logo vi que sua calcinha era azul. Tirou sapato-de-saltão, pulou na cama redonda e improvisou strip, eu incomodada com aquele saimento todo. Queria que fizessem logo e tchau.

Revelou sonho: que eu encaminhasse o falo para o lugar certo. Fiz a cabeça desaparecer na fenda entre a floresta preta, eu fumegando de raiva e a mulher uivando Oh Oh! Ela no êxtase, perguntei várias vezes se ela era e usei vários sinônimos vulgares para a palavra Prostituta e ela a ponto de gozar dizendo que era, era sim. Foi minha vingança.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Quadragésima-quarta noite – O prazer e a dor

- Ela está revirando os olhinhos – disse a esposa.
- Oh.
­- Sim, ela está sentindo um prazer muito intenso – disse o marido. E enterrou seus dezoito centímetros plastificados por mais três vezes na vagina já sobremaneira relaxada da jovem. A esposa acariciava de leve o ondulado cabelo da moça, como a consolá-la – mas não havia necessidade de nenhuma consolação ali.
- Ela está gozando?
- Sim, acho que pela segunda vez. Ou a terceira.
- Adoro esse barulho chulepo-chulepo.
- Ela está me molhando todo.
- Sim, parece que suas bolas tomaram banho.
O marido prosseguiu as estocadas firmes e ritmadas, estocadas essas que lenta porém perceptivelmente atingiam profundidades maiores do corpo da moça.
- Vai bater no útero dela.
- Quem sabe?
As pernas da jovem atingiam ângulo de abertura impensado havia poucos minutos.
- Põe a mão sobre ela – disse o marido.
- Estou sentindo as ondas lhe prazer a percorrê-la. É lindo.
- Devo parar agora?
- Não, castigue mais um pouco. Para ela se lembrar que uma coisa é transar com um homem qualquer; outra é transar com o meu marido. É especial.
As mãos da moça pousaram na cintura do macho, mais a sentir o movimento que a parar.
- É agora – disse ele.
- Já?
- Estou comendo essa garota há vinte minutos. Oh.
- Nos seios, nos seios – disse a esposa.
E ele obediente arrancou o plástico e jatos sucessivos de sua semente cobriram os bicos marrons da jovem.
O beijo foi para a esposa.
- Gostou?
- O prazer e a dor de ver seu marido comer outra – disse a esposa não sem filosofia.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Quadragésima-primeira noite – E começa o show

Amor a três e amor tem pouco a ver com o conjunturoso momento – talvez nada. A classicíssima situação: namorado [meia Eisenbahn na cabeça] conjectura – devaneia – delira – em voz alta sobre a possibilidade de - um dia – quem sabe – talvez – oportunamente – fazerem algo em conjunto com uma – ruiva cacheada – loura platinada – negra black power – e toma mais gole e meio da especial cerveja.

A namorada [também não isenta dos efeitos do etanol e outros baratos alcoólicos] queda mordida: homens! Dispara-volta: E porque não um ruivo... um louro... um negro... e o efeito da loura [a bebida] parece se desvanecer em meio segundo [nele].

Mas não acabou nela. Dia seguinte, mês seguinte, vez em quando a crucial pergunta ronda a cada momento de descontração – E um terceiro?...? E ele desconversa.

Quando querem os deuses ou diabinhos do amor eles querem, e trazem sempre um primo distante, um amigo de um amigo, um ex-namorado sem muitos problemas de passar um par de chifres na noiva que mora em estado vizinho [e foi esse o caso - não muito ético mas quem disse que ética tem a ver com isso?]

Em um quarto no hotel com portão ridiculamente rosa ao lado do campus a namorada [tornada diretora de teatro] faz as marcações e comparações: feliz ao ver que o ilustre convidado especial ostenta um par de centímetros a mais que o titular. Este não se põe muito satisfeito mais o espetáculo deve continuar.

E a grande show-woman sorri ao ver-se no espelhaço, a galvanizar a vida de dois machos. E o show começa.